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Impostos alterados no Orçamento de Estado 2018 - Novidades Essenciais

Publicado a 16/01/2018, 16:00 por José Alferes   [ atualizado a ]

Novidades nos Impostos - Orçamento de Estado 2018

Do Orçamento de Estado de 2018, salientamos as seguintes alterações nas várias classes de impostos:


IVA

I) Passa-se a incluir na Lista II anexa ao CIVA os “Instrumentos musicais” para tributação destes à taxa intermédia, 9%, 12%, 13%, consoante se tratem de operações na RAA RAM ou no Continente, respetivamente.

II) Clarifica o momento a partir do qual começa a decorrer o pra­zo de caducidade das regularizações devidas no âmbito do reco­nhecimento de créditos incobráveis, e que é o da notificação ao adquirente que é feita pela Autoridade Tributária, subsequente ao pedido de autorização prévia para regularização do imposto.

III) A Lista I passa a incluir na verba 2.24, taxa reduzida, as emprei­tadas de reabilitação de imóveis que, independentemente da loca­lização, as sejam contratadas diretamente para o Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado pela sua sociedade gestora.

IV - É esclarecido quais os momentos relevantes para dedução dos créditos tornados incobráveis no âmbito de processo de insolvên­cia ou revitalização (art.º 78.º-A)

a) Nas insolvências de caráter limitado, na data em que for decre­tada como tal, ou quando for determinado o encerramento do processo por insuficiência de bens, ou após o rateio final do qual resulte o não pagamento definitivo do crédito;

b) Nas insolvências de caráter pleno ou em processo especial de revitalização, na data em que seja proferida sentença de homo­logação do plano de insolvência ou do plano de recuperação que preveja o não pagamento definitivo do crédito.

Com esta alteração fica a dedução harmonizada com a dedução destes créditos em sede de IRC.


IRS

1) Subsídio de refeição

O limite da não sujeição a IRS, do subsídio de refeição fixa-se em 4,77 euros.


2) Exclusão de incidência em rendimentos da categoria A

a) Passam a estar incluídos no âmbito de incidência em IRS, da ca­tegoria A, os ‘vales educação’. Apenas ficarão fora do conceito de rendimentos do trabalho dependente os “vales infância” previstos no Decreto-Lei n.º 26/99, de 28 de janeiro e os benefícios imputá­veis à utilização e fruição de realizações de utilidade social e de lazer mantidas pela entidade patronal, desde que observados os critérios estabelecidos no artigo 43.º do Código do IRC.

b) As pessoas que desempenhem no estrangeiro funções ou co­missões de carácter público, ao serviço do Estado Português, terão uma percentagem dos rendimentos brutos da categoria A, excluída de tributação em IRS. Essa percentagem será definida pelos Minis­tros das Finanças e dos Negócios Estrangeiros. Esta exclusão ape­nas se aplicará aos sujeitos passivos que não aufiram abono isento ou não sujeito a IRS com a mesma finalidade.


3) Categoria G

a) Complementando o disposto no n.º 9 do art.º 3º do CIRS, esta­belece-se o diferimento da tributação no âmbito da categoria G, relativamente a imóvel habitacional que, em momento anterior foi afeto a atividade de categoria B, e depois retorne ao património particular do sujeito passivo para obtenção de rendimentos da ca­tegoria F. Esse diferimento manter-se-á enquanto, relativamente ao imóvel habitacional, se mantiver essa afetação.


4) Delimitação negativa da incidência – art.º 12.º do CIRS

a) A exclusão da sujeição a IRS relativa a bolsas atribuídas aos pra­ticantes de alto rendimento desportivo pelo Comité Olímpico de Portugal ou pelo Comité Paralímpico de Portugal, no âmbito do contrato-programa de preparação para os Jogos Olímpicos, Para­límpicos ou Surdolímpicos, ou pela respetiva federação titular do estatuto de utilidade pública desportiva, nos termos do artigo 30.º do Decreto-Lei n.º 273/2009, de 1 de outubro, passa a incluir tam­bém os respetivos treinadores.

b) A exclusão da sujeição a IRS das compensações e subsídios, re­ferentes à atividade voluntária, pagos pelas respetivas entidades detentoras de corpos de bombeiros, no âmbito do dispositivo es­pecial de combate a incêndios florestais e nos termos do respetivo enquadramento legal passa também a abranger as compensações e subsídios postos à disposição por Municípios e Comunidades In­termunicipais. E passa, igualmente a abranger o dispositivo con­junto de proteção e socorro da Serra da Estrela.


5) Rendimentos obtidos em território nacional

a) Passam também a considerar-se como obtidos em território na­cional as mais-valias resultantes da transmissão onerosa de partes de capital ou de direitos similares em sociedades ou outras enti­dades, quando, em qualquer momento durante os 365 dias ante­riores, o valor dessas partes de capital ou direitos resulte, direta­mente ou indiretamente, em mais de 50%, de bens imóveis ou de direitos reais sobre bens imóveis situados em território nacional. Excetuam-se os bens imóveis afetos a atividade de natureza agrí­cola, industrial ou comercial que não consista na compra e venda de bens imóveis.


6) Regime simplificado da categoria B

Passa a prever-se a aplicação do coeficiente 1 (portanto, sem qualquer dedução), não só às prestações de serviços efetuadas a sociedades, nas quais, durante mais de 183 dias do período de tributação:

a) O sujeito passivo detenha, direta ou indiretamente, pelo menos 5 % das respetivas partes de capital ou direitos de voto;

b) O sujeito passivo, o cônjuge ou unido de facto e os ascendentes e descendentes destes detenham no seu conjunto, direta ou indi­retamente, pelo menos 25 % das respetivas partes de capital ou direitos de voto.”

No caso de rendimentos aos quais seja aplicável o coeficiente de 0,75 e 0,35, o sujeito passivo, passa a ter de justificar des­pesas e encargos suportados no montante correspondente a 15% destes rendimentos brutos. Só assim não será se estes rendimentos anuais brutos não ultrapassarem 27.360 euros, porque fica abrangido pela única dedução automática: a cor­respondente ao valor da dedução específica da categoria A: 4.104 euros.

O valor que não conseguir justificar acresce ao valor do rendimen­to tributável obtido após a aplicação dos coeficientes.

São as seguintes, as despesas e encargos a considerar:

a) 4.104 euros ou os montantes comprovadamente suportados com contribuições obrigatórias para regimes de proteção social, conexas com as atividades em causa, que não sejam dedutíveis nos termos do n.º 2 do art.º 31.º do CIRS.

b) Despesas com o pessoal e encargos suportados a título de re­munerações, ordenados e salários;

c) Rendas de imóveis afetas à atividade empresarial ou profis­sional;

d) 1,5% do VPT (valor patrimonial tributário) dos imóveis afetos à atividade empresarial ou profissional. Tratando-se de imóveis afe­tos a atividades hoteleiras ou de alojamento local, passa a conside­rar-se 4% do VPT.

e) Outras despesas com a aquisição de bens ou prestações de serviços relacionadas com a atividade, que constem de faturas comunicada à Autoridade Tributária ou em faturas emitidas no Portal das Finanças (“Recibos Verdes Eletrónicos).

f) Importações ou aquisições intracomunitárias de bens ou servi­ços relacionadas com a atividade.

No caso dos encargos mencionados nas alíneas c), d) e e), quando apenas parcialmente afetos à atividade empresarial ou profissio­nal, são considerados em apenas 25%. 


7) Taxas gerais de IRS

Alteração dos escalões de IRS 

Redação do OE2018

VIGENTES EM 2017

Rendimento coletável

(euros)

Taxas (%)

Rendimento coletável

(euros)

Taxas (%)

Normal (A)

Média (B)

Normal (A)

Média (B)

 

Até 7.091

14,5%

14,5%

Até 7.091

14,5%

14,5%

De mais de 7.091 até 10.700

23%

17,367%

De mais de 7.091 até 20.261

28,5%

23,6%

De 10.700 até 20.261

28,5%

22,621%

De mais de 20.261 até 40.522

37%

30,3%

De 20.261 até 25.000

35%

24,967%

De mais de 40.522 até 80.640

45%

37,613%

De mais de 25.000 até 36.856

37%

28,838%

Superior a 80.640

48%

De mais de 36.856 até 80.640

45%

37,613%

Superior a 80.640

48%

-


8) O mínimo de existência passa a estar indexado ao IAS, sendo: 1,5 x 14 x IAS. Estabelece-se como condição adicional que o valor do rendimento líquido de imposto não pode ser inferior ao valor anual da retribuição mínima mensal.

Passa também a prever-se, no âmbito dos rendimentos abrangi­dos, os provenientes de atividade de categoria B prevista na lista anexa ao CIRS, com exceção do código 15.

A concretizar-se o aumento do IAS para 2018, para 428,90 euros, o mínimo de existência ficará em 9.006,90 euros.

Para 2018, o valor da RMMG (Retribuição Mínima Mensal Garan­tida) foi fixado em 580 euros (Decreto-Lei n.º 156/2017, de 28/12).

9) Alarga-se aos rendimentos prediais auferidos por não residen­tes, desde que residentes noutro Estado membro da União Euro­peia ou do Espaço Económico Europeu, a possibilidade de serem tributados às taxas previstas para os residentes em território por­tuguês.

10) No âmbito da dedução de despesas de formação e educação passa a prever-se a dedução de encargos suportados com arren­damento de imóvel ou parte de imóvel, a membros do agregado familiar que estejam deslocados, não tenham mais de 25 anos e frequentem estabelecimentos de ensino integrados no sistema nacional de educação ou reconhecidos como tendo fins análogos pelos ministérios competentes, ou por entidades reconhecidas pe­los ministérios que tutelam a área da formação profissional. Esta dedução tem como limite 300 euros anuais. Para que opere esta dedução é necessário que o estabelecimento de ensino frequen­tado se situe a uma distância superior a 50 quilómetros da resi­dência permanente do agregado familiar. Quando existam estes encargos, o limite global da dedução de despesas de formação e educação passa a ser 1.000 euros. 


IRC

1) Passam a considerar-se obtidos em território português os ganhos resultantes da transmissão onerosa de partes de capital ou de direitos similares em sociedades ou outras entidades quan­do, em qualquer momento durante os 365 dias anteriores, o valor dessas partes de capital ou direitos resulte, direta ou indiretamen­te, em mais de 50%, de bens imóveis ou direitos reais sobre bens imóveis situados em território português, com exceção dos bens imóveis afetos a uma atividade de natureza agrícola, industrial ou comercial que não consista na compra e venda de bens imóveis.

A declaração de rendimentos respetiva (modelo 22) deverá ser en­viada até ao último dia do mês de maio do ano seguinte àquele a que respeitam estes rendimentos.

2) Passa a constar da redação do art.º 17º do CIRC que a contabi­lidade deve estar organizada com recursos a meios informáticos.

3) Entre os gastos contabilizados que não podem ser deduzidos fiscalmente inclui-se a contribuição extraordinária sobre a indús­tria farmacêutica.

4) São esclarecidos os momentos relevantes para dedução dos créditos tornados incobráveis no âmbito de processo de insolvên­cia ou revitalização:

a) Nas insolvências de caráter limitado, na data em que for decre­tada como tal, ou quando for determinado o encerramento do processo por insuficiência de bens, ou após o rateio final do qual resulte o não pagamento definitivo do crédito;

b) Nas insolvências de caráter pleno ou em processo especial de revitalização, na data em que seja proferida sentença de homo­logação do plano de insolvência ou do plano de recuperação que preveja o não pagamento definitivo do crédito.

E passa a prever-se, expressamente, na redação do art.º 41º do CIRC, que a operacionalização deste preceito se pode fazer ainda que, o reconhecimento contabilístico como gastos ou perdas já te­nha ocorrido em períodos anteriores.

5) Passa a constar do art.º 54º A, que na determinação do lucro tributável imputável a cada estabelecimento estável, o sujeito pas­sivo deve adotar critérios de imputação proporcional adequados e devidamente justificados para a repartição dos gastos, perdas ou variações patrimoniais negativas que estejam relacionados quer com operações imputáveis, ou elementos patrimoniais afetos, a um estabelecimento estável, quer com outras operações ou ele­mentos patrimoniais do sujeito passivo.

6) A limitação à dedutibilidade de gastos de financiamento pode ser aplicada aos gastos de financiamento líquidos do grupo de so­ciedades abrangido pelo RETGS (art.º 69.º do CIRC) por opção da sociedade dominante, tem um período de vigência de três anos e passa agora, findo esse prazo, a ser automaticamente prorrogável por períodos de um ano a não ser que seja feita a renúncia a essa possibilidade, por via da entrega da declaração de alterações.

7) No caso da derrama estadual e dos pagamentos adicionais por conta (da derrama estadual), a taxa aplicável ao lucro tributável que excede 35 milhões de euros é incrementada em 2 pontos percentuais.

Nova tabela da derrama estadual

Lucro tributável (em euros)

Taxas

De mais de 1.500.000 até 7.500.000

3%

De mais de 7.500.000 até 35.000.000

5%

Superior a 35.000.000

9%

8) É acrescentada uma disposição, com natureza interpretativa, que exclui a possibilidade de serem efetuadas quaisquer deduções ao montante global apurado das tributações autónomas ainda que essas deduções resultem de legislação especial.

9) Para cálculo da limitação de benefícios fiscais prevista no art.º 92.º do CIRC não é considerada o incentivo à produção cinemato­gráfica e audiovisual, benefício que é alterado também por esta proposta de OE. 

10) Volta a introduzir-se a dispensa de envio da declaração de ren­dimentos anual – modelo 22 – para as entidades que apenas aufi­ram rendimentos não sujeitos a IRC, como é o caso das associações cujos únicos rendimentos sejam quotas pagas pelos associados em conformidade com os estatutos e/ou os subsídios destinados a financiar a realização dos fins estatutários.



... em actualização ... 

 Em anexo, pode consultar o detalhe da Lei 114/2017, que entrou em vigor em 01.01.2018.


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Recibos verdes com Novo regime em 2018

Publicado a 10/01/2018, 03:53 por José Alferes   [ atualizado a 11/01/2018, 02:24 ]

Novo regime dos recibos verdes entrou em vigor

Com o novo regime, as taxas a aplicar aos recibos verdes passam a ter em conta o rendimento médio trimestral.

Em janeiro do próximo ano, tendo por base o rendimento do último trimestre de 2018, será a primeira declaração ao abrigo das novas regras.
De acordo com o diploma, até ao início da produção de efeitos das alterações, "mantém-se em aplicação a base de incidência contributiva fixada em outubro de 2017".

A taxa de descontos para a Segurança Social baixa de 29,6%, para 21,4%, sendo aplicada sobre 70% do rendimento médio dos últimos três meses. 

Os trabalhadores Independentes podem ajustar o seu rendimento até 25% para cima ou para baixo, tendo em consideração a evolução e a sazonalidade do rendimento.
"Podem optar pela fixação de um rendimento superior ou inferior até 25% àquele que resultar dos valores declarados", sendo esta opção "efectuada em intervalos de 5%", na letra do diploma.

Foi introduzida uma contribuição mensal mínima de 20 euros.

Deste modo, pretende-se garantir a estabilidade da carreira contributiva para efeitos de pensão futura ou outras prestações sociais (subsídio de desemprego ou por doença).

O novo regime prevê que o subsídio por doença passe a ser atribuído a partir do 11.º dia (não do 31.º como estava em vigor) e o subsídio de desemprego passe a exigir 360 dias de descontos em vez dos actuais 720 dias de período mínimo de descontos.

O trabalhador independente é obrigado a declarar o rendimento à Segurança Social numa base obrigatória trimestral.
Caso não o faça, o sistema gera uma contribuição oficiosa correspondente à contribuição mínima.

Do lado das entidades contratantes, passam a descontar 10% nas situações em que a dependência económica seja superior a 80% (ou 7% se dependência for inferior).

Mantêm-se as isenções para os trabalhadores independentes que sejam simultaneamente pensionistas e os que tenham contribuído durante um ano pelo desconto mínimo de 20 euros.

Os trabalhadores a recibos verdes que acumulem a actividade com trabalho por conta de outrem e cujo rendimento mensal médio relevante (relativo a um trimestre) não ultrapasse o valor de quatro IAS - Indexante dos Apoios Sociais (cerca de 1.715 euros) terão uma isenção, tendo assim sido introduzido esta limitação que não existia, pois quem acumulava trabalho dependente com independente era totalmente isento.


Pode consultar em Anexo 
o Decreto_Lei nº.2/2018 que altera o Regime Contributivo dos Trabalhadores Independentes


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Novas Tabelas de Retenção na Fonte 2018

Publicado a 05/01/2018, 09:01 por José Alferes   [ atualizado a 05/01/2018, 09:02 ]

Despacho n.º 84-A/2018 - Diário da República n.º 1/2018, 1º Suplemento, Série II de 2018-01-02

Despacho que aprova as tabelas de retenção na fonte sobre rendimentos do trabalho dependente e pensões 

auferidas por titulares residentes no continente para vigorarem durante o ano de 2018


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Actualização de Rendas - Factores de correção extraordinária das rendas para 2018

Publicado a 05/01/2018, 08:56 por José Alferes   [ atualizado a 05/01/2018, 09:07 ]


Portaria n.º 3/2018 - Diário da República n.º 2/2018, Série I de 2018-01-03

Atualiza os fatores de correção extraordinária das rendas para o ano de 2018

Em anexo a Portaria n.º 3/2018 com os Coeficientes para as Rendas em 2018


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Novo regime de Incentivos à contratação de jovens e de desempregados

Publicado a 21/06/2017, 15:50 por José Alferes

Incentivos à contratação de jovens à procura do primeiro emprego e de desempregados de longa duração e de muito longa duração

Decreto-Lei nº. 72/2017 - Diário da República nº. 118/2017, Série I de 2017-06-21

Estabelece incentivos à contratação de jovens à procura do primeiro emprego e de desempregados de longa duração e de muito longa duração


Estabelece um novo Regime de atribuição de incentivos à contratação de jovens à procura do primeiro emprego e desempregados de longa duração, abrangendo, adicionalmente, um novo subgrupo — os desempregados de muito longa duração —, considerando -se como tal, para efeitos do presente decreto-lei, as pessoas com 45 anos de idade ou mais que se encontrem inscritas no Instituto de Emprego e Formação Profissional, I. P., há 25 meses ou mais. 

O regime que agora se aprova, aplicável apenas aos contratos de trabalho sem termo, pretende alterar a lógica da atribuição deste incentivo, visto, até agora, como um benefício apenas para a entidade empregadora, tornando-o também num benefício para o trabalhador, através da introdução do conceito de portabilidade, que prevê que o incentivo seja atribuído ao trabalhador, independentemente das entidades empregadoras que o contratem sem termo, mediante determinadas condições. 

Por outro lado, este novo regime adapta as modalidades de incentivos a cada subgrupo que pretende abranger, de acordo com a sua situação perante o mercado de trabalho. 

Assim, é atribuída uma dispensa parcial do pagamento da contribuição para a segurança social para os jovens à procura do primeiro emprego e para os desempregados de longa duração, por períodos de cinco e três anos, respectivamente, e é atribuída uma isenção total do pagamento da contribuição para a segurança social para os desempregados de muito longa duração por um período de três anos.


Vidé DL.72/2017 em anexo.

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COMO PAGAR IMPOSTOS A PARTIR DO ESTRANGEIRO? HOW TO PAY PORTUGUESE TAXES IF YOU ARE ABROAD?

Publicado a 12/06/2017, 03:07 por José Alferes   [ atualizado a 12/06/2017, 03:13 ]


COMO PAGAR IMPOSTOS A PARTIR DO ESTRANGEIRO?


Para efetuar pagamento de impostos quando está fora do território nacional, deverá ser fornecida ao banco ordenante a informação abaixo indicada para que este, ao efetuar a transferência, a comunique obrigatoriamente, uma vez que é indispensável à identificação do pagamento efetuado: 

• NIF: 600 084 779 
• Nome do credor: Autoridade Tributária e Aduaneira 
• N.º da conta bancária: 83 69 27 
• N.º do IBAN: PT50078100190000000836927 
• Nome do banco: Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP, E.P.E.; 
• Código SWIFT: IGCPPTPL 

• Indique, por favor, o número de identificação fiscal – NIF - constante do documento de pagamento 
• Sua referência para pagamento: indicar o número constante no documento de pagamento específico para cada transferência. 
(Não é permitida a sua utilização em mais do que um pagamento)

ATENÇÃO: A inobservância das condições acima descritas determina a impossibilidade de afetação do montante transferido ao respetivo documento de pagamento. 


HOW TO PAY TAXES IF YOU ARE ABROAD?

HOW TO PAY PORTUGUESE TAXES IF YOU ARE ABROAD?


It is possible to pay your taxes by bank transfer when you are out of Portugal. 
In order to carry out the payment, your bank shall be provided with the information set out below, which must be communicated by the bank to Tax Administration at the moment of the transfer in order to identify the payment: 
• TIN: 600 084 779 
• Name of the creditor: Autoridade Tributária e Aduaneira 
• N. of bank account: 83 69 27 
• N. of IBAN: PT50078100190000000836927 
• Name of the bank: Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP, E.P.E.; 
• Code SWIFT: IGCPPTPL 

• Please quote the Tax Identification Number - (NIF in Portuguese) - recorded in the document of payment 
• Reference for payment: please indicate the number stated in each document of payment for every transfer. 
(It is not allowed to use the reference in more than one payment)

ATTENTION: Failure to comply with the instructions described above precludes the connection of the amount transferred with the corresponding payment. 



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IRC - Taxas de derrama de 2016

Publicado a 20/04/2017, 17:52 por José Alferes


Ofício Circulado n.º 20195/2017 - 19/04

IRC - Taxas de derrama incidentes sobre o Lucro tributável do período fiscal de 2016


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Novo regime de Estágios Profissionais

Publicado a 07/04/2017, 17:33 por José Alferes   [ atualizado a 09/04/2017, 09:54 ]


Novo regime de Estágios Profissionais


Portaria n.º 131/2017 de 7 de abril 

A prevenção e a redução do desemprego, a promoção do emprego e da sua qualidade e o aumento da empregabilidade dos ativos, em particular dos que estão em situação de desvantagem no mercado de trabalho, são alvos essenciais na atuação das políticas ativas do mercado de trabalho que constituem um eixo central das políticas públicas nos sistemas de proteção social modernos. Neste contexto, as medidas de apoio à integração no mercado de trabalho por via do desenvolvimento de competências e da melhoria do perfil de empregabilidade de jovens e adultos assumem particular relevância. Apesar das melhorias significativas verificadas em vá- rios dos indicadores fundamentais do desemprego e do emprego, o mercado de trabalho português continua a apresentar um conjunto de bloqueios preocupantes, nomeadamente os relativos à transição para o emprego de grupos específicos como os jovens e os desempregados de longa duração, expressos nas elevadas taxas de desemprego, que apesar das tendências positivas observáveis em ambos os casos, encontram -se ainda em níveis historicamente elevados e acima das médias europeias. Neste sentido, o Programa do XXI Governo e o Programa Nacional de Reformas identificam os jovens e os desempregados de longa e muito longa duração como grupos prioritários no quadro do combate ao desemprego, à excessiva segmentação do mercado de trabalho e à precarização das relações laborais. Este quadro de prioridades da estratégia do Governo para o mercado de trabalho inclui, entres outros elementos, a introdução de uma maior seletividade na utilização das medidas de emprego, garantindo uma adequada cobertura dos públicos com maiores dificuldades de inserção ou reinserção profissional e privilegiando inserções mais sustentáveis no mercado de trabalho. 

Historicamente, os estágios profissionais são medidas de grande e reconhecida relevância no quadro das políticas ativas do mercado de trabalho, não só no plano nacional, mas também internacional, constituindo -se como um importante instrumento facilitador da transição dos jovens e adultos do sistema de educação e formação profissional, do desemprego ou da inatividade para o emprego, proporcionando aos seus destinatários a oportunidade de adquirir experiência prática e competências pertinentes e potenciando, assim, a sua empregabilidade. Todavia, a correta calibragem dos estágios tem impactos relevantes nos seus efeitos quer sobre o seu uso e enquadramento no mercado de trabalho, quer sobre as oportunidades efetivamente geradas para os estagiários. Nos últimos anos, o quadro das políticas ativas em Portugal foi marcado por um forte crescimento da execução das medidas, entre as quais os estágios, com resultados em termos de criação efetiva de emprego aquém do desejável e não proporcionais aos elevados níveis de apoio, muitas vezes de cariz não seletivo. Foi ainda marcado por um quadro financeiro de suporte das medidas que se deteriorou significativamente do ponto de vista da sua sustentabilidade, pelo que a calibragem dos estágios se torna incontornável, para que estes possam cumprir melhor os objetivos de aquisição de competências e de promoção de uma empregabilidade com perspetivas de inserção sustentável no mercado de trabalho. Esta calibragem inclui necessariamente o direcionamento dos apoios a conceder no quadro das políticas ativas do mercado de trabalho para postos de trabalho sustentáveis e o reforço da ligação entre a aplicação das medidas e os seus resultados no plano da criação de emprego que se prolongue para além do perío do estrito do apoio, com maior enfoque nos padrões de qualidade desse emprego. Assim, a presente portaria regula a criação da medida Estágios Profissionais que se concretiza no apoio à inser- ção de jovens no mercado de trabalho ou à reconversão profissional de desempregados através do desenvolvimento de uma experiência prática em contexto de trabalho. Esta medida visa concretizar os objetivos da política de emprego relativos a estes públicos, designadamente complementar e desenvolver as competências dos jovens e dos desempregados, de forma a melhorar o seu perfil de empregabilidade, distinguindo -se das medidas anteriores pela introdução de maior seletividade e de maior direcionamento para resultados estratégicos, melhorando os mecanismos de monitorização da sua aplicação, designadamente do ponto de vista da empregabilidade e do emprego gerado após o termo do apoio. É também reforçada a ligação com a criação de emprego através da instituição de um «prémio -emprego» para as empresas que integrem estagiários, em contratos sem termo, após o termo do estágio. Outra marca diferenciadora passa pela criação de períodos de candidatura regulares e fechados com dotações financeiras especificadas, no sentido de conferir uma maior previsibilidade nos apoios e de introduzir melhorias na gestão dos recursos disponíveis. Para promover uma maior eficácia dos apoios concedidos, são introduzidos critérios claros e objetivos de análise de candidaturas aos apoios, reforçando, nesse âmbito, a ligação entre a concessão de novos apoios e a eficácia dos apoios concedidos no passado, medida através dos níveis de empregabilidade dos estagiários. É ainda aprofundada a proporcionalidade dos apoios concedidos a cada destinatário, no que respeita à sequencialidade dos apoios, e a cada entidade promotora, limitando o número de estagiários a que cada entidade se pode candidatar por ano civil, em função do número de trabalhadores da entidade em causa. Do ponto de vista das qualificações, considera -se que a resposta prioritária para os públicos jovens menos qualificados deve passar por respostas de cariz primordialmente formativo, pelo que se procede à exclusão do nível 2 de qualificação para os públicos abaixo dos 45 anos. No topo da escala de qualificações, e em função do crescente número de mestres e doutorados no nosso país, diferencia -se o valor dos estágios para os níveis pós -superiores, até agora iguais aos estágios dos licenciados. 
As alterações introduzidas visam essencialmente melhorar a adequação entre os meios e as finalidades da medida e fomentar uma crescente corresponsabilização entre o serviço público de emprego, destinatários e entidades promotoras. 
Foram ouvidos os parceiros sociais com assento na Comissão Permanente de Concertação Social. Assim, ao abrigo do disposto na alínea c) do n.º 2 do artigo 8.º, no artigo 11.º e no n.º 1 do artigo 14.º do Decreto- -Lei n.º 13/2015, de 26 de janeiro, manda o Governo, pelo Secretário de Estado do Emprego, o seguinte: 

Artigo 1.º Objeto e âmbito 
1 — A presente Portaria regula a criação da medida de Estágios Profissionais, de ora em diante designada medida, que consiste no apoio à inserção de jovens no mercado de trabalho ou à reconversão profissional de desempregados. 
2 — Para efeitos da presente portaria, entende -se por estágio o desenvolvimento de uma experiência prática em contexto de trabalho, não podendo consistir na ocupação de postos de trabalho. 
3 — A presente portaria não é aplicável aos estágios curriculares de quaisquer cursos e aos estágios cujo plano requeira perfil de formação e competências nas áreas da medicina e da enfermagem. 
4 — A presente medida pode ser aplicável no desenvolvimento de estágios para acesso a profissões reguladas, sem prejuízo de decisões próprias das Associações Públicas Profissionais. 

Artigo 2.º Objetivos 
A medida concretiza os objetivos da política de emprego relativos à inserção de jovens no mercado de trabalho ou à reconversão profissional de desempregados, definidos nos artigos 3.º e 11.º do Decreto -Lei n.º 13/2015, de 26 de janeiro, e visa, nomeadamente, o seguinte: 
a) Complementar e desenvolver as competências dos desempregados, nomeadamente dos jovens, de forma a melhorar o seu perfil de empregabilidade, através de experiência prática em contexto de trabalho; 
b) Apoiar a transição entre o sistema de qualificações e o mercado de trabalho; 
c) Promover o conhecimento sobre novas formações e competências junto das empresas e promover a criação de emprego em novas áreas; 
d) Apoiar a melhoria das qualificações e a reconversão da estrutura produtiva. 

Artigo 3.º Destinatários 
1 — São destinatários da medida os inscritos como desempregados no Instituto do Emprego e da Formação Profissional, I. P., adiante designado por IEFP, I. P., que reúnam uma das seguintes condições: 
a) Jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, inclusive, detentores de uma qualificação de ní- vel 3, 4, 5, 6, 7 ou 8 do Quadro Nacional de Qualifica- ções, adiante designado por QNQ, nos termos da Portaria n.º 782/2009, de 23 de julho; 
b) Pessoas com idade superior a 30 e menor ou igual a 45 anos, que se encontrem desempregadas há mais de 12 meses, desde que tenham obtido há menos de três anos uma qualificação de nível 3, 4, 5, 6, 7 ou 8 do QNQ ou se encontrem inscritos em Centro Qualifica, no caso de terem uma qualificação de nível 2 do QNQ; 
c) Pessoas com idade superior a 45 anos, que se encontrem desempregadas há mais de 12 meses, detentores de qualificação de nível 2, que se encontrem inscritos em Centro Qualifica, ou de nível 3, 4, 5, 6, 7 ou 8 do QNQ; 
d) Pessoas com deficiência e incapacidade; 
e) Pessoas que integrem família monoparental; 
f) Pessoas cujos cônjuges ou pessoas com quem vivam em união de facto se encontrem igualmente inscritos como desempregados no IEFP, I. P.; 
g) Vítimas de violência doméstica; 
h) Refugiados; 
i) Ex -reclusos e aqueles que cumpram ou tenham cumprido penas ou medidas judiciais não privativas de liberdade, em condições de se inserirem na vida ativa; j) Toxicodependentes em processo de recuperação. 
2 — Os níveis de qualificação do QNQ referidos no número anterior constam do anexo à presente portaria. 
3 — Para efeitos da presente medida, é equiparada a desempregado a pessoa inscrita no IEFP, I. P., na qualidade de trabalhador com contrato de trabalho suspenso com fundamento no não pagamento pontual da retribuição. 
4 — Os destinatários que tenham concluído um estágio profissional financiado, total ou parcialmente, pelo Estado Português só podem frequentar um novo estágio, ao abrigo da presente portaria, no caso de, após o início do anterior estágio, terem obtido: 
a) Novo nível de qualificação nos termos do QNQ; 
b) Qualificação em área diferente, na qual o novo estágio se enquadra. 
5 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, a frequência de um segundo estágio só pode ocorrer 12 meses após a conclusão do estágio anterior. 
6 — Os destinatários podem frequentar um estágio de nível inferior ao nível de qualificação de que são detentores, sendo o valor da bolsa de estágio a atribuir correspondente ao do nível de qualificação aprovado em sede de candidatura. 
7 — Não são elegíveis destinatários com quem a entidade promotora ou entidade pertencente ao mesmo grupo empresarial tenha celebrado contrato de trabalho, de prestação de serviços ou de estágio de qualquer natureza, nos 24 meses anteriores à data de apresentação da candidatura e até à data da seleção pelo IEFP, I. P. 
8 — Para efeitos do disposto no número anterior, não são considerados os estágios curriculares ou os estágios obrigatórios para acesso a profissão. 
9 — As condições de elegibilidade dos destinatários são aferidas à data da seleção realizada pelo IEFP, I. P. 
10 — Durante o desenvolvimento do estágio, os estagiários não podem exercer qualquer tipo de atividade profissional, por conta própria ou de outrem, salvo no caso de trabalho independente decorrente de regime de estágio para acesso a profissão regulada. 

Artigo 4.º Entidade promotora 
1 — Pode candidatar -se à medida a pessoa singular ou coletiva de natureza jurídica privada, com ou sem fins lucrativos. 
2 — Pode, ainda, candidatar-se à presente medida a entidade que iniciou: 
a) Processo especial de revitalização, previsto no Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas (CIRE), aprovado pelo Decreto -Lei n.º 53/2004, de 18 de março, na sua atual redação, devendo entregar ao IEFP, I. P., prova bastante da decisão a que se refere a alínea a) do n.º 3 do artigo 17.º -C do CIRE; 
b) Processo no Sistema de Recuperação de Empresas por Via Extrajudicial, criado pelo Decreto -Lei n.º 178/2012, de 3 de agosto, e alterado pelo Decreto -Lei n.º 26/2015, de 6 de fevereiro, devendo entregar ao IEFP, I. P., prova bastante do despacho a que se refere a alínea c) do n.º 1 do artigo 6.º do referido diploma. 

Artigo 5.º Requisitos gerais da entidade promotora 
1 — A entidade promotora deve reunir os seguintes requisitos: 
a) Estar regularmente constituída e registada; 
b) Preencher os requisitos legais exigidos para o exercí- cio da atividade ou apresentar comprovativo de ter iniciado o processo aplicável; 
c) Ter a situação tributária e contributiva regularizada perante, respetivamente, a administração fiscal e a segurança social; 
d) Não se encontrar em situação de incumprimento no que respeita a apoios financeiros concedidos pelo IEFP, I. P.; 
e) Ter a situação regularizada em matéria de restituições no âmbito do financiamento pelo Fundo Social Europeu; 
f) Dispor de contabilidade organizada de acordo com o previsto na lei, quando aplicável; 
g) Não ter pagamento de salários em atraso, com a exceção das situações previstas no n.º 2 do artigo 4.º; 
h) Não ter sido condenada em processo -crime ou contraordenacional por violação de legislação de trabalho, nomeadamente sobre discriminação no trabalho e no acesso ao emprego, nos últimos três anos, salvo se da sanção aplicada no âmbito desse processo resultar prazo superior, caso em que se aplica este último. 
2 — A observância dos requisitos previstos nos números anteriores é exigida no momento da apresentação da candidatura e durante todo o período de duração do apoio financeiro. 

Artigo 6.º Contrato de estágio 
1 — Em data anterior ao seu início, é celebrado entre a entidade promotora e o destinatário da medida um contrato de estágio, reduzido a escrito, conforme modelo definido no regulamento previsto no n.º 1 do artigo 23.º, dele fazendo parte integrante o plano individual de estágio, cuja adequação é condição de aprovação da candidatura. 
2 — Sem prejuízo do disposto nos números seguintes, é aplicável ao estagiário durante a vigência do contrato de estágio o regime da duração e horário de trabalho, de descanso diário e semanal, de feriados, faltas e segurança e saúde no trabalho aplicável à generalidade dos trabalhadores da entidade promotora. 
3 — A entidade promotora pode suspender o estágio, adiando a data do seu termo, mediante autorização do IEFP, I. P., a ser concedida no prazo de 8 dias úteis a contar da data da apresentação do pedido, quando ocorra, designadamente, uma das seguintes situações: a) Encerramento temporário do estabelecimento onde o mesmo se realiza, por período não superior a um mês; b) Em caso de doença ou gozo de licença por parentalidade do estagiário, durante um período não superior a seis meses. 
4 — O contrato de estágio cessa por caducidade, por acordo das partes ou por denúncia de uma das partes, nos termos e condições definidos no contrato. 
5 — O contrato de estágio caduca quando se verifique uma das seguintes situações: a) O seu termo; b) Impossibilidade superveniente, absoluta e definitiva, de o estagiário poder frequentar o estágio ou de a entidade promotora lho poder proporcionar; c) O estagiário atinja o número de cinco faltas injustificadas, seguidas ou interpoladas; d) O estagiário, ainda que justificadamente, atinja o número de 15 dias de faltas seguidos ou interpolados, não relevando o período de suspensão do estágio previsto na alínea b) do n.º 3 deste artigo; e) Decorrido o prazo de duração do estágio acrescido de seis meses, nele se incluindo os períodos de tempo de suspensão a que se refere o n.º 3. 
6 — O regulamento previsto no n.º 1 do artigo 23.º define os termos em que o destinatário pode integrar outro projeto de estágio, quando o estágio cesse antes do seu termo. 

Artigo 7.º Orientador de estágio 
1 — O estágio deve ter um orientador, a designar pela entidade promotora, com perfil de competências ajustado ao estágio proposto, preferencialmente com vínculo laboral à entidade. 
2 — Ao orientador de estágio compete, nomeadamente: a) Realizar o acompanhamento técnico e pedagógico do estagiário, supervisionando o seu progresso face às atividades indicadas no plano individual de estágio; b) Avaliar os resultados obtidos pelo estagiário no final do estágio, de acordo com o modelo definido no regulamento previsto no n.º 1 do artigo 23.º 
3 — O orientador não pode ter, em simultâneo, mais de cinco estagiários sob sua orientação, sendo para o efeito contabilizados os estagiários integrados nas medidas de estágio executadas pelo IEFP, I. P. 

Artigo 8.º Duração do estágio 
1 — O estágio tem a duração de 9 meses, não prorrogáveis, sem prejuízo do disposto nos números seguintes. 
2 — O estágio que integre os destinatários previstos nas alíneas d), g), h), i) e j) do n.º 1 do artigo 3.º tem a duração de 12 meses. 
3 — O estágio promovido por entidades abrangidas pelo regime especial de interesse estratégico, definido no artigo 20.º, pode ter duração de 6, 9 ou 12 meses. Artigo 9.º Certificação A entidade promotora, terminado o estágio, entrega ao estagiário um certificado comprovativo da conclusão e avaliação final, de acordo com modelo definido no regulamento previsto no n.º 1 do artigo 23.º 

Artigo 10.º Reconhecimento, validação e certificação de competências 
As competências desenvolvidas pelo estagiário ao longo do estágio, designadamente por estagiário que já seja detentor de um nível de qualificação 2 ou 3, podem ser objeto de certificação, mediante o desenvolvimento de um processo de reconhecimento, validação e certificação de competências, nos termos da legislação aplicável. 

Artigo 11.º Direitos do estagiário 
1 — O estagiário tem direito a: 
a) Bolsa mensal de estágio; b) Refeição ou subsídio de refeição; c) Transporte ou subsídio de transporte no caso de destinatários com deficiência e incapacidade; d) Seguro de acidentes de trabalho. 
2 — Nos estágios com duração de 12 meses, o estagiário tem direito a um período de dispensa até 22 dias úteis, cujo gozo pode ter lugar após seis meses completos de execução do contrato de estágio, adiando a data do seu termo. 
3 — O estagiário pode renunciar ao direito referido no número anterior, com exceção da suspensão prevista na alínea a) do n.º 3 do artigo 6.º 
4 — O período de suspensão que decorra do motivo previsto na alínea a) do n.º 3 do artigo 6.º é equiparado a dispensa, nos termos do disposto no n.º 2, até ao limite de dias aí definido. 
5 — Os apoios referidos nas alíneas a) a c) do n.º 1 não são devidos nas situações de dispensa previstas no n.º 2 e de suspensão prevista no n.º 3 do artigo 6.º 
6 — O pagamento dos apoios previstos no presente artigo é da exclusiva responsabilidade da entidade promotora, não sendo permitido, em caso algum, a existência de dívidas a estagiários.

Artigo 12.º Bolsa de estágio 
1 — A bolsa mensal de estágio é concedida ao estagiário pela entidade promotora em função do nível de qualificação do QNQ de que é detentor, nos seguintes valores: 
a) 1,2 vezes o valor correspondente ao Indexante dos Apoios Sociais, adiante designado por IAS, para o estagiário com qualificação de nível 3 do QNQ; 
b) 1,3 vezes o valor correspondente ao IAS para o estagiário com qualificação de nível 4 do QNQ; 
c) 1,4 vezes o valor correspondente ao IAS para o estagiário com qualificação de nível 5 do QNQ; 
d) 1,65 vezes o valor correspondente ao IAS para o estagiário com qualificação de nível 6 do QNQ; 
e) 1,7 vezes o valor correspondente ao IAS para o estagiário com qualificação de nível 7 do QNQ; 
f) 1,75 vezes o valor correspondente ao IAS para o estagiário com qualificação de nível 8 do QNQ. 
2 — Nas demais situações é concedida ao estagiário uma bolsa mensal de valor correspondente ao IAS. 

Artigo 13.º Refeição 
1 — O estagiário tem direito a refeição ou a subsídio de refeição, de acordo com o praticado para a generalidade dos trabalhadores da entidade promotora. 
2 — Na ausência de atribuição de refeição ou subsídio de refeição pela entidade promotora aos seus trabalhadores, a entidade deve pagar ao estagiário subsídio de valor idêntico ao montante fixado para a generalidade dos trabalhadores que exercem funções públicas. 

Artigo 14.º Transporte 
1 — O destinatário com deficiência e incapacidade tem direito a que a entidade promotora assegure o respetivo transporte entre a sua residência habitual e o local do estágio. 2 — Nos casos em que a entidade promotora não possa assegurar o transporte, o estagiário com deficiência e incapacidade tem direito ao pagamento de despesas de transporte em montante equivalente ao custo das viagens realizadas em transporte coletivo ou, se não for possível a sua utilização, ao subsídio de transporte mensal no montante equivalente a 10 % do valor do IAS. 

Artigo 15.º Comparticipação financeira 
1 — O custo com a bolsa de estágio referida no artigo 12.º é comparticipado pelo IEFP, I. P., em 80 % nas seguintes situações: a) Quando a entidade promotora é pessoa coletiva de natureza privada sem fins lucrativos; b) Estágios enquadrados no âmbito do regime previsto no artigo 20.º; c) No primeiro estágio desenvolvido por entidade promotora com 10 ou menos trabalhadores, referente à primeira candidatura à medida e desde que não tenha já obtido condições de apoio mais favoráveis noutro estágio financiado pelo IEFP, I. P. 
2 — Em todas as situações não abrangidas pelo disposto no número anterior, o custo com as bolsas de estágio referidas no artigo 12.º é comparticipado pelo IEFP, I. P., em 65 % do respetivo valor. 
3 — As percentagens de comparticipação referidas nos números anteriores são acrescidas de 15 pontos percentuais no caso de destinatário definido nas alíneas d), g), h), i) e j) do n.º 1 do artigo 3.º 
4 — O IEFP, I. P., comparticipa ainda: a) A refeição; b) O transporte, nas situações previstas no artigo 14.º; c) O seguro de acidentes de trabalho. 
5 — A comparticipação financeira do IEFP, I. P., prevista no presente artigo é efetuada com base na modalidade de custos unitários, por mês e por estágio, nos termos a definir por despacho do membro do Governo responsável pela área do emprego. 

Artigo 16.º Impostos e segurança social 
1 — Para efeitos de contribuições à segurança social é equiparada a trabalho por conta de outrem a relação jurídica decorrente da celebração de contrato de estágio ao abrigo da presente portaria. 2 — A relação jurídica decorrente da celebração de contrato de estágio está sujeita ao disposto no Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares. 
3 — O IEFP, I. P., não comparticipa as contribuições devidas à segurança social. 

Artigo 17.º Prémio ao emprego 
1 — À entidade promotora que celebre com o estagiário um contrato de trabalho sem termo, no prazo máximo de 20 dias úteis a contar da data de conclusão do estágio, é concedido um prémio ao emprego de valor equivalente a duas vezes a retribuição base mensal nele prevista, até ao limite de 5 vezes o valor do IAS. 
2 — O prémio ao emprego previsto no número anterior é majorado em 30 %, em conformidade com o princípio estabelecido na Portaria n.º 84/2015, de 20 de março, que regulamenta a medida de Promoção de Igualdade de Gé- nero no Mercado de Trabalho. 
3 — A concessão do prémio ao emprego determina a obrigação de manter, durante 12 meses, o contrato de trabalho e o nível de emprego verificado à data da celebração do contrato. 
4 — A entidade promotora deve efetuar o pedido do prémio no período de candidatura em curso ou no período de candidatura imediatamente subsequente à celebração do contrato de trabalho sem termo, nos termos a definir no regulamento previsto no n.º 1 do artigo 23.º 
5 — O IEFP, I. P., decide a concessão do prémio no prazo de 20 dias úteis a contar da data de entrada do pedido. 
6 — A entidade promotora deve devolver o termo de aceitação no prazo de 10 dias úteis após a sua receção, salvo motivo atendível, sob pena de caducidade da decisão de aprovação. 

Artigo 18.º Pagamento dos apoios 
1 — O pagamento dos apoios a que se refere o artigo 15.º é efetuado em três prestações, a ocorrer da seguinte forma: a) 30 % do total do apoio aprovado e a comparticipar pelo IEFP, I. P., sob a forma de adiantamento, quando o estágio se inicia; b) Até 30 % do total do apoio aprovado e a comparticipar pelo IEFP, I. P., sob a forma de reembolso, a partir do mês seguinte a ser atingido um terço da duração total aprovada do projeto de estágio ou um terço da duração total dos contratos já iniciados quando se trate de projeto reconhecido como de interesse estratégico, nos termos do artigo 20.º; c) Aquando do encerramento de contas, após a análise do pedido de pagamento apresentado pela entidade, podendo haver lugar a pagamento do valor remanescente por parte do IEFP, I. P., ou a restituição por parte da entidade promotora. 2 — O pagamento das prestações é efetuado desde que mantidos os requisitos legais para a atribuição do apoio e após a receção e verificação da documentação obrigatória estipulada no regulamento previsto no n.º 1 do artigo 23.º 3 — O pagamento do prémio a que se refere o artigo 17.º é efetuado de uma só vez, no décimo terceiro mês após o início de vigência do contrato de trabalho sem termo, verificada a manutenção do contrato de trabalho e do nível de emprego. 

Artigo 19.º Candidatura 
1 — Os períodos de abertura e encerramento de candidaturas à medida, a realizar anualmente, são definidos por deliberação do conselho diretivo do IEFP, I. P., e divulgados no sítio eletrónico www.iefp.pt. 
2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, o conselho diretivo do IEFP, I. P., pode deliberar a abertura de períodos extraordinários de candidatura. 
3 — O aviso de abertura de candidaturas divulga, nomeadamente, a data de abertura e de encerramento, a respetiva dotação orçamental, a qual pode ser fixada por região, sendo aprovadas candidaturas até ao limite da dotação orçamental fixada. 
4 — As candidaturas são avaliadas com base em critérios de análise, que podem ser de âmbito nacional ou regional, e que constam de matriz definida no regulamento previsto no n.º 1 do artigo 23.º 
5 — São critérios de análise, designadamente, os seguintes: a) A localização do projeto de estágio em território economicamente desfavorecido; b) A taxa de empregabilidade dos estagiários que celebraram contrato de estágio no âmbito de medidas financiadas pelo IEFP, I. P. 
6 — Para efeitos de aprovação das candidaturas, é estabelecida uma pontuação mínima, definida no regulamento previsto no n.º 1 do artigo 23.º 
7 — A candidatura à medida é apresentada pela entidade promotora no portal eletrónico do IEFP, I. P. 
8 — O estagiário é identificado na candidatura ou posteriormente selecionado pelo IEFP, I. P., de acordo com o perfil indicado pela entidade promotora na respetiva candidatura. 
9 — O IEFP, I. P., decide a candidatura no prazo de 30 dias úteis, contados a partir da data de encerramento do período de candidatura, após aplicação da matriz de análise referida no n.º 4 do presente artigo e dentro da dotação orçamental existente. 
10 — Após a notificação da decisão de aprovação, a entidade empregadora deve: a) Apresentar o termo de aceitação da decisão de aprovação, no prazo de 10 dias úteis; b) Iniciar o primeiro estágio, no prazo de 60 dias úteis; c) Iniciar os restantes estágios, no prazo de 90 dias úteis, considerando -se extintas as vagas não preenchidas. 
11 — O não cumprimento pela entidade promotora do previsto nas alíneas a) e b) do número anterior determina a caducidade da decisão de aprovação, salvo motivo atendível que seja aceite pelo IEFP, I. P. 
12 — O número de estágios que pode ser aprovado a cada entidade promotora, em cada ano civil, é limitado em função do número de trabalhadores da entidade, nos termos a definir no regulamento previsto no n.º 1 do artigo 23.º 
13 — Pode ser fixado um limite para aprovação de está- gios a cada entidade promotora ou entidade pertencente ao mesmo grupo empresarial, em cada período de candidatura ou ano civil, nos termos a definir no regulamento previsto no número anterior. 

Artigo 20.º Regime especial de projetos de interesse estratégico 
1 — O estágio desenvolvido no âmbito de projetos reconhecidos pelo IEFP, I. P., como de interesse estratégico para a economia nacional ou de determinada região, tem a duração prevista no n.º 3 do artigo 8.º, não sendo aplicável o limite imposto no n.º 12 do artigo 19.º 
2 — Pode beneficiar deste regime especial o estágio desenvolvido no âmbito de projetos submetidos a candidatura por entidades promotoras que sejam Centros Tecnológicos, criados ao abrigo do Decreto -Lei n.º 249/86, de 25 de agosto, alterado pelo Decreto -Lei n.º 312/95, de 24 de novembro, ou outros centros de interface tecnológico acreditados, desde que apresentados conjuntamente com empresas, sendo a partilha de responsabilidades relativas ao estágio fixada em sede do regulamento previsto no n.º 1 do artigo 23.º 
3 — São ainda considerados como de interesse estratégico para a economia nacional os projetos reconhecidos como Projetos de Potencial Interesse Nacional (PIN), nos termos da legislação aplicável, bem como os projetos no âmbito das operações no domínio da competitividade e internacionalização do sistema de incentivos às empresas, assim reconhecidos, a título excecional, independentemente do seu custo total elegível, nos termos da regulamentação aplicável ao cofinanciamento por fundos comunitários. 

Artigo 21.º Incumprimento 
1 — O incumprimento por parte da entidade promotora das obrigações previstas no âmbito da presente portaria implica a imediata cessação do apoio financeiro e a restituição, total ou proporcional, dos montantes recebidos, relativamente a cada contrato de estágio associado e objeto de comparticipação financeira, sem prejuízo do exercício do direito de queixa por eventuais indícios da prática do crime de fraude na obtenção do subsídio de natureza pública. 
2 — O IEFP, I. P., deve notificar a entidade empregadora, e, nos casos aplicáveis, o estagiário, da decisão fundamentada que põe termo à atribuição da comparticipação financeira e do montante que deve ser restituído. 
3 — A restituição deve ser efetuada no prazo de 60 dias consecutivos, contados a partir da notificação referida no número anterior, sob pena de pagamento de juros de mora à taxa legal em vigor. 
4 — Mediante requerimento a apresentar ao IEFP, I. P., no prazo máximo de seis meses após a cessação do estágio, o estagiário pode solicitar o pagamento das quantias vencidas e não liquidadas, previstas nas alíneas a) a c) do n.º 1 do artigo 11.º, na proporção da respetiva comparticipação financeira do IEFP, I. P. 
5 — O pagamento das quantias vencidas e não liquidadas previstas no número anterior é concretizado após a restituição ao IEFP, I. P., dos valores em dívida por parte da entidade promotora. 
6 — A entidade promotora fica impedida, durante dois anos a contar da notificação referida no n.º 2, de beneficiar de qualquer apoio ou comparticipação do Estado com a mesma natureza e finalidade. 

Artigo 22.º Acompanhamento, verificação ou auditoria 
1 — Para efeitos de cumprimento do disposto na presente portaria e demais regulamentação aplicável, podem ser realizadas ações de acompanhamento, de verificação, de auditoria ou de inspeção por parte dos serviços do IEFP, I. P., bem como por outras entidades com competências para o efeito. 
2 — Nos casos de manifesta impossibilidade de realização do estágio por motivos imputáveis à entidade promotora, o IEFP, I. P., deve promover um acompanhamento personalizado do estagiário, designadamente, através de eventual integração em novo estágio. 
3 — No regulamento previsto no n.º 1 do artigo 23.º, é definido um sistema de monitorização e acompanhamento da execução da medida. 
4 — O sistema de monitorização e acompanhamento previsto no número anterior inclui, nomeadamente, o seguinte: 
a) Disponibilização ao estagiário de endereço de correio eletrónico e de contacto telefónico que permita estabelecer comunicação direta com o IEFP, I. P.; b) Realização de inquérito de preenchimento online, solicitado ao estagiário pelo IEFP, I. P., com periodicidade trimestral, até ao final do estágio; c) Realização de visitas de acompanhamento ao local onde decorre a realização do estágio. 

Artigo 23.º Execução, regulamentação e avaliação 
1 — O IEFP, I. P., é responsável pela execução da medida e elabora o respetivo regulamento, no prazo de 15 dias úteis, a contar da data de entrada em vigor da presente portaria, definindo, nomeadamente, critérios de análise para apreciação das candidaturas, constantes da matriz prevista no n.º 4 do artigo 19.º 
2 — A presente medida será objeto de avaliação em sede de Comissão Permanente de Concertação Social, no prazo de três anos a partir da entrada em vigor da presente portaria. 

Artigo 24.º Financiamento comunitário 
A presente medida é passível de financiamento comunitário, sendo -lhe aplicável as respetivas disposições do direito comunitário e nacional. 

Artigo 25.º Norma revogatória 
Com a entrada em vigor da presente portaria são revogadas: a) A Portaria n.º 204 -B/2013, de 18 de junho, alterada pelas Portarias n.º 375/2013, de 27 de dezembro, n.º 20 -A/2014, de 30 de janeiro, e n.º 149 -B/2014, de 24 de julho; b) A Portaria n.º 86/2015, de 20 de março. 

Artigo 26.º Norma transitória 
1 — As candidaturas apresentadas ao abrigo da Portaria n.º 204 -B/2013, de 18 de junho, alterada pelas Portarias n.º 375/2013, de 27 de dezembro, n.º 20 -A/2014, de 30 de janeiro, e n.º 149B/2014, de 24 de julho, e da Portaria n.º 86/2015, de 20 de março, regem -se pelas mesmas até ao final dos respetivos processos. 2 — O reconhecimento do regime especial de projetos de interesse estratégico previsto na Portaria n.º 204 -B/2013, de 18 de junho, aplica -se apenas às candidaturas apresentadas ao abrigo da mesma. 3 — O disposto no artigo 17.º é aplicável às entidades promotoras de projetos aprovados ao abrigo das Portarias referidas no n.º 1, sem prejuízo do disposto no número seguinte. 4 — Nos casos em que o estágio tenha terminado após 1 de junho de 2016 e antes da data de entrada em vigor da presente portaria, são admitidos os contratos de trabalho sem termo celebrados com os ex -estagiários até ao 20.º dia útil após aquela data. 5 — As remissões legais ou regulamentares efetuadas para as portarias referidas no n.º 1, no âmbito do Decreto- -Lei n.º 290/2009, de 12 de outubro, alterado pela Lei n.º 24/2011, de 16 de junho, e pelos Decretos -Leis n.os 131/2013, de 11 de setembro, e 108/2015, de 17 de junho, e da legislação dos financiamentos comunitários, consideram -se efetuadas para o regime estabelecido na presente portaria. 

Artigo 27.º Entrada em vigor 
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação (08/04/2017).


Diário da República, 1.ª série — N.º 70 — 7 de abril de 2017
TRABALHO, SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL 

ANEXO 
Quadro Nacional de Qualificações 
(artigo 4.º da Portaria n.º 782/2009, de 23 de julho) 

Níveis Qualificações 
1 2.º ciclo do ensino básico. 
2 3.º ciclo do ensino básico obtido no ensino regular ou por percursos de dupla certificação. 
3 Ensino secundário vocacionado para prosseguimento de estudos de nível superior. 
4 Ensino secundário obtido por percursos de dupla certificação ou ensino secundário vocacionado para prosseguimento de estudos de nível superior acrescido de estágio profissional — mínimo de seis meses. 
5 Qualificação de nível pós -secundário não superior com cré- ditos para o prosseguimento de estudos de nível superior. 
6 Licenciatura. 
7 Mestrado. 
8 Doutoramento. 


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by bang panaceia

Como deduzir no IRS despesas alimentação em refeitório escolar?

Publicado a 23/02/2017, 04:58 por Web Admin

Como deduzir no IRS as despesas referentes à alimentação em refeitório escolar


Entra hoje em vigor o Portaria n.º 74/2017,
que define os procedimentos para as despesas referentes à alimentação em refeitório escolar dedutíveis à coleta do IRS

Artigo 1.º Objeto
A presente portaria destina -se a definir os procedimentos para que as despesas referentes à alimentação em refeitório escolar, de alunos inscritos em qualquer grau de ensino, em 2016, sejam dedutíveis à coleta do IRS nos termos previstos no n.º 1 do artigo 78.º -D do Código do IRS, independentemente da entidade que presta o referido serviço e da taxa de IVA aplicada.

Artigo 2.º Âmbito de aplicação
O disposto na presente portaria aplica -se ao IRS relativo ao ano de 2016.

Artigo 3.º Despesas de alimentação em refeitório escolar
1 — Os sujeitos passivos de IRS que pretendam que seja dedutível à coleta do IRS, como despesas de educa- ção, as despesas referentes à alimentação em refeitório escolar, de alunos inscritos em qualquer grau de ensino, do ano de 2016, nos termos do n.º 3 do artigo 195.º da Lei n.º 42/2016, de 28 de dezembro, devem exclusivamente declarar o valor das mesmas na respetiva declaração de rendimentos modelo 3, através do anexo H.

2 — Para efeitos do disposto no número anterior, considera -se que é utilizada a faculdade prevista no n.º 1 do artigo 192.º da Lei n.º 42/2016, de 28 de dezembro, devendo os sujeitos passivos igualmente declarar no anexo H da declaração modelo 3 os totais das despesas, de todos os elementos do agregado familiar, respeitantes a despesas de saúde, de formação e educação, bem como respeitantes a encargos com imóveis e a encargos com lares, ao abrigo do disposto nos artigos 78.º -C a 78.º -E e 84.º, todos do Código do IRS, sem prejuízo de, na entrega via Portal das Finanças, ser facultado o pré -preenchimento do valor das despesas não relativas a refeições escolares.

3 — Nos termos do artigo 192.º da Lei n.º 42/2016, de 28 de dezembro, para efeitos de cálculo das deduções à coleta previstas nos artigos 78.º -C a 78.º -E e 84.º do Código do IRS, bem como do n.º 3 do artigo 195.º da Lei n.º 42/2016 de 28 de dezembro, são considerados os valores declarados pelos sujeitos passivos, os quais substituem os que tenham sido comunicados à AT nos termos da lei.

4 — O disposto nos n.os 3 e 4 do artigo 192.º da Lei n.º 42/2016, de 28 de dezembro, é igualmente aplicável às despesas referentes à alimentação em refeitório escolar a que se refere o n.º 3 do artigo 195.º daquela Lei, com as necessárias adaptações.



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Nova Guia de Pagamento Retenções IRS/IS/IRC (Declaração Mensal) em 2017

Publicado a 03/02/2017, 10:07 por Web Admin


Nova Guia de Pagamento Retenções IRS/IS/IRC (Declaração Mensal de Remunerações) em 2017


DMR – Declaração Mensal de Remunerações de 2017

teclado 

Novo Meio Pagamento – Geração Automática de DUC

Alerta-se que o pagamento referente às Declarações Mensais de Remuneração (DMR) referentes ao ano de 2017 e seguintes deixou de ser efetuado mediante as Declarações de Retenções na Fonte, passando a submissão da DMR a gerar automaticamente um Documento Único de Cobrança (DUC) com a respetiva chave de referência para pagamento.

Assim, quando da submissão da DMR deve o entregador obter o respetivo DUC.

Caso tenha já sido submetida a DMR sem que tivesse obtido o DUC, poderá obtê-lo acedendo ao seguinte endereço:

https://www.portaldasfinancas.gov.pt/pt/external/oadmrsv/home.action 

em / opções: “obter documento de pagamento” / consultar  declaração (indicar o mês pretendido) / opções; “obter documento de pagamento”.



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